De um ninho de cobra para uma macieira
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Quem nunca teve uma má experiência diante de alguma situação, levante a mão, por favor
bem, claro, não vou ver você levantando a mão, até porque não tenho como vê-lo ai do outro lado, lendo este artigo… mas, sei que você não irá levantar sua mão, exceto, se você for um bebê super dotado, que saiba ler e navegar na internet, considerando que o seu trabalho de parto foi normal e você não se lembre de nenhum inconveniente ocorrido dentro da enfermaria ou até o presente momento. Mas, isso é temporário, os bebês, ao crescerem, também encaram problemas.
Logo, você já teve ter passado por uma má experiência… o que não é algo ruim, ao contrário serve para você se preparar para maiores desafios e até mesmo saber encarar o problema quando este retornar.
Mas, deixe-me colocar algo sobre este assunto: Nem sempre, uma má experiência passada serve para nos bloquear totalmente de repetir o ATO QUE NOS FEZ PASSAR POR ELA.
Suponha a seguinte situação:
1 - Você colocou a mão em um ninho de cobra
2 - Uma cobra o picou
3 - você foi hospitalizado e logo ficou curado
pergunta-se:
Que atitude você terá para com ninhos de cobra?
resposta mais comum: manter distância.
Ok?
Sim e Não!
Sim, pois você realmente irá evitar ser tão desatencioso ao ponto de colocar a mãe em um ninho de cobra.
e
Não, pois, nem todos os buracos são ninhos de cobra… assim, você poderá perder grandes oportunidades de caçar deliciosos tatus, por confundir que o buraco de tatu é um buraco de cobra.
Bem, vamos, agora, falar sobre um experiência mais próxima de muitos de nós que, talvez, nunca precisemos colocar a mão em buracos duvidosos no meio do mato: Relacionamento interpessoal.
As pessoas são sorridentes para com você, e, você, retribui: sorri também. Isso é bom.
Porém, se você pretende se relacionar com esta pessoa, ou seja, andar ao lado dela, seja em um relacionamento profissional como equipe de trabalho, relacionamento ministerial na igreja, relacionamento matriomonial, dentre outros…. fique certo: picadas de cobra surgirão.
É nesse momento que provamos o nosso valor com relação ao amor ao próximo. Jesus disse para amarmos até mesmo os nossos inimigos. O momento em que somos feridos por alguém próximo de nós serve como um ótimo teste para mostramos o quanto acreditamos naquela pessoa, no caso de um relacionamento ‘um para um’ (casais, pai e filho, patrão e chefe, etc) ou naquele grupo de pessoas, no caso de um relacionamento ‘um para muitos’ (professor e alunos, pastor e congregação, etc).
Acreditar no patrão é se arriscar a colocar mão no ninho outra vez, crendo que, já não existe a cobra nele, mas, sim, um Gordo Tatu, ou tenro pé de maçã. O chefe pode também ter aprendido com a situação.
Acreditar no colega de trabalho é acreditar que aquele ninho foi soterrado e em seu lugar está nascendo uma pequena macieira, que precisa de cuidados para crescer e produzir deliciosos frutos.
O nosso próximo, assim como nós, não é perfeito e também procurará melhorar com o tempo… é preciso acreditar, presenteá-lo com livros e CDs com a mensagem que queremos passar é uma ótima forma de agir para mudar o seu estado de ninho de cobra para ramo de pé de maçã!
"Mas a vós, que isto ouvis, digo: Amai a vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam;" (Lucas 6 : 27)
Acreditar nos alunos, é experimentar criar mais de uma sala de fórum de discussão, mesmo sabendo que muitos irão deixar mensagens que não tem nada relacionado com a disciplina, apenas para desgastar o professor, acreditar, nos alunos é, nesse caso, não deixar de repreender a atitude da mensagem mal direcionada, mas manter a postura do processo… os alunos também irão aprender e, se virem que o professor está disposto a pagar um preço para melhorar, também procurarão mudar. Ele são alunos, ou seja, estão aprendendo e, simplesmente, não somente a disciplina ministrada naquele momento mas, aprendendo como se portar, seja em uma sala de jantar, em uma reunião formal, ou em um fórum de discussão (netiqueta). Ensinar é muito mais do que procurar apontar falhas e dar soluções: é se relacionar, influenciar, elogiar, acreditar!
Acreditar na esposa, namorada é entender que a pessoa tem falhas mas, com o tempo, o caminhar junto, as boas conversas, as risadas, o carinho, os presentes, essas arestas serão aparadas e atitudes que julgávamos imutáveis, irão desaparecer, simplesmente por causa do nosso PROTESTO DE AMOR.
Entendo que a opção “Se fechar” e nunca mais repetir a atitude perante aquele que o feriu possa ser, curto prazo aquela que dê um tipo de resultado rápido nos incentivando a sermos cada vez mais racionais e lógicos, voltados para nossa defesa, independente do crescimento do próximo.
Mas, também entendo, e creio com esperança e fé de quem segue a Cristo, aquele que pediu para Deus perdoar aqueles que o crucificavam (incluindo eu e você), que, perdoar, acreditar que a situação vai melhorar, externar isso e tentar mais uma vez, é uma atitude que, a médio e longo prazo, gerarão frutos… e frutos dignos de arrependimento. Tornamo-nos pais e não apenas mestres; companheiros, e não apenas maridos, homens da casa; conselheiros e não apontadores de erros. Assim, aprendemos a ser mais amigos e sorridentes, por não reter o perdão, mas liberá-lo na caminhada com Jesus.
Jesus nos deu o mandamento, muito mais que uma dica: amar!
“Amar é o protesto” (Jars of Clay)
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